Tive uma ideia! E agora? O que faço com ela?

Ter uma ideia sem colocar em prática realmente não apresenta valor algum. Com certeza você já deve ter se perguntado, pelo menos uma vez na vida, como aquela pessoa obteve sucesso, enriqueceu e ainda captou diversos fãs, tudo por causa de uma ideia (muitas vezes simples até demais).



Confesso que já me perguntei várias vezes sobre isso, e nunca enxergava alternativas que justificavam porque tudo parecia extremamente impossível! A verdade é que se essas pessoas obtiveram êxito naquilo que idealizaram, impossível nunca seria, e o que determinou todo o resultado foi justamente a forma de como elas traçaram os caminhos de suas ideias e como encararam o processo de crescimento.


“Entendi! Então como eu defino um caminho certo?”


No mundo dos negócios, não existe uma receita precisa ou um manual sobre o que você deva fazer para seu negócio alavancar. No entanto para todo início, uma coisa é certa:

Você precisa conhecer bem seus clientes e entender se aquilo que você idealizou realmente vai resolver a dores deles. Foque no problema e em como solucioná-lo!

Podemos sonhar e idealizar infinitas coisas, porém nem todas elas podem atender às reais necessidades que a sociedade ou nichos específicos apresentam, talvez você possa até ter essa sensação positiva inicialmente e quando seu produto ou serviço vai ao mercado, simplesmente não atende ao que você tanto imaginava, torna-se é um fracasso total.


Mercados autônomos é um segmento novo (principalmente no Brasil, alguns países já adotam esse modelo há um certo tempo), com poucos concorrentes e a maioria deles estão se arriscando no negócio. A pandemia devido ao COVID-19 foi um determinante na tendência desses modelos de mercado em condomínios, o que ocorreu depois de idealizarmos o Lutti, em 2019, quando tudo parecia muito obscuro e muitos ainda não acreditavam quando falávamos sobre a nossa ideia:


“Vocês não terão mercado para isso!”

“Mercado em condomínios? Vocês estão inventando moda!”

“Procurem outro segmento. Não existe escalabilidade para esse modelo. Não vai ter faturamento, vocês estão idealizando um ticket médio fora da realidade!”


Mesmo com todos esses argumentos, o que nos fazia manter a nossa cabeça erguida era que sabíamos que estávamos resolvendo um problema (um não, vários problemas) e acreditem, estávamos fascinados em solucioná-lo.

Tivemos muito a preocupação de não apenas saber se existia mercado para o nosso negócio e como ele se enquadrava, mas sim de compreender quais eram as reais necessidades dos nossos clientes, e para isso, passamos diversas madrugadas e finais de semanais (na época, toda a equipe trabalhava em outras empresas) em brainstorming*, trabalhando em atividades de design thinking**, pesquisando o mercado, desenvolvendo enquetes e sempre conversando com diversos tipos de personas. Assim conseguimos ir moldando o negócio e ir construindo a solução que realmente atendia o nosso público. (Sim, isso nos fez mudar muitos pontos do negócio que achávamos que era o certo bem no início do processo, afinal o usuário é quem vai utilizar o produto, não apenas você!)

Não adianta pular etapas. Muitos empreendedores acabam não entendendo a essência do início do negócio que aborda investigação, pesquisa e compreensão das reais dores dos clientes para assim definir uma solução mais adequada. Muitos se apaixonando pela solução e esquecem totalmente o problema (ficam totalmente cegos!).


Apaixone-se pelo problema para assim definir a solução!


Além disso, a escolha de bons parceiros e de uma equipe engajada que agreguem no negócio para solucionar o problema já definido inicialmente é primordial! Faça eles se apaixonarem pelo problema assim como você.


Preocupe-se primeiro com esses pontos, se você quiser iniciar seu negócio da melhor forma. Fatores como investimento, desenvolvimento, crescimento de equipe, entre outros pertencem a outras fases que trataremos futuramente aqui.


E aí, está pronto para iniciar seu negócio? 😉


*Brainstorming é um processo criativo que estimula o compartilhamento de ideias e filtra as mais relevantes para o negócio. Fonte: rockcontent.com


**Design Thinking é uma metodologia utilizada para oferecer produtos e serviços de acordo com a real necessidade dos clientes. Ela é cada vez mais utilizada por empresas que desejam aperfeiçoar seus serviços de forma simples, ágil e bem planejada, uma vez que ela aproveita características de um profissional de designer — como sua forma de pensamento, potencial criativo e empatia — em todo o negócio e não apenas na criação de um só produto. Fonte: meusucesso.com

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